quarta-feira, 2 de julho de 2014

Vultos

Fim do dia, apago as luzes...
A casa é silenciosa...da pra ouvir a própria respiraçao.
Deixo a porta entreaberta aguardando minha irmã voltar
Olho para o lado e vejo algo passar...
Sei que todos estão dormindo, meu desespero.
Temo perguntar quem é e ouvir uma resposta
Apenas observo a porta,
Sombras pela casa... oh terrível medo que brinca com a mente dos homens! 
O que quer que tenha passado diante de meus olhos não passa de uma terrivel assombraçao ilusória,
Será...?
Caminho pela sala... vultos pelos quartos...
Temo estar louco...
Meu Deus!
Será a morte a brincar comigo ou as almas penadas fugiram do inferno para me atormentar?
Que pecado tenho cometido eu para com os mortos?
Ou que brincadeira perversa os vizinhos tem pregado em mim?
Só sei que os mortos não voltam para puxar nossos pés...mas o medo nos tira toda a certeza das crenças...
Quem está ai?
temo ouvir a resposta...
O arrepio percorre todo meu corpo ao ouvir alguém sussurrar meu nome...
Aparta-te desta casa o que quer que esteja a me assustar!
O miado de um gato me faz estremecer...
E cair da cama de um pesadelo profundo... no qual eu jamais gostaria de reviver...

sábado, 28 de junho de 2014

O Destino cruel de Jhon Arryn

O que nada vejo e sinto,
não pode ser explicado
Sinto-me no escuro, sozinho...
Sinto uma dor terrível em meus olhos
Tateio o chão úmido
Só há pedras ao meu redor
Porque não consigo ver nada?
Porque não consigo me lembrar?
Tento me levantar, mas estou fraco
Onde estou?
Tomo forças para me levantar
Me apoio em uma parede próximo a mim
Porque estou sozinho?
Estou trancado? Abandonado?
Caminho acompanhando a parede
A porta está trancada e não há chaves
Estou em um calabouço...
Tento abrir meus olhos,
Mas a dor de tentar abri-los é insuportável, gemidos...
O que há comigo? Não consigo ver nada!
Coloco minhas mãos sobre os olhos
Sinto algo escorrendo sobre minha face
Que dor!
Isso não pode ser possível
As lembranças retornam a tona
Fui condenado a um destino monstruoso...
Me lembro porque não posso ver...
Oh meu Deus!
Arrancaram meus olhos!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Minha vida... por sua morte...











Minha vida
Não valeria nada sem você
Tudo que sou dependeu de uma morte
Uma vida deixada
Abandonada
Uma alma imaculada
Pai, porque o abandonaste?
Mutilado foi por meus erros
Um beijo o entregou
A traição de um amigo
Sua carne rasgada
Pulsos perfurados por meus cravos
Sangue escorre por sua face
Desce por seu corpo que sente uma dor insuportável
Minha vida não seria nada sem isso
Na gólgota ele se entregou
Minha vida... por sua morte...
A dor de uma tortura que não cessa
Agonia...
Teu espírito não está mais la
Está consumado...
Minha alma foi liberta
Mas sua vida não foi poupada
Minha vida... por sua morte
Obrigado... sinto muito
pela dor que te causei...

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Morte
















Morte
Que tira do homem a sorte
Com foice faz teu corte
Morte
Vem para os que choram
Se desesperam
Para aqueles que não te esperam
Carrega em teus braços
Leva os afogados oh morte
Porque és forte
Iinimiga da vida
Morte
Terrível morte
Carrega tuas almas
Réquiem em tua homenagem
Separa os amores
Alivia as dores
Vai ao suicida que chora
Leva a vida do que implora
por mais anos de diversão
Morte
Desce ao inferno para jantar
Sobe ao céus para salvação
O que vem e vai
Pela morte sempre irá passar
Nada é em vão
Morte, linda morte
Tira minha sorte...
Rouba o homem sem perdão
Dá teu ultimo beijo
Leva o mortal frágil
Ceifa aquele que viveu sem desejo
Corta o fio da vida oh morte.

Solidão















Solidão porque me persegues?
tantas pessoas nesse mundo
e eu só tenho a sua companhia,
devo eu me afogar em seus braços e morrer de tédio,
te amar pelas noites frias ou me entregar ao suicídio
devido a tristeza que própria me devora?

domingo, 25 de maio de 2014

O Tempo














Os lindos olhos dela ficaram gravados em minha mente
Mas o tempo os arrancou da minha memória...
O que viver e o que fazer foi se desfragmentando de mim
Como a areia jogada pelo vento.
Eu vivia em plena nostalgia por cada lugar que passava
Mas a vida foi se tornando cruel para caminhar
Pessoas morrem, tinha me esquecido disso também...
Temo por esse tempo que percorre sem que eu perceba
Um terrível tic tac destrói tudo que toco
Os dias competem com as horas
A adrenalina dura menos que o normal
Poderia eu ter me preparado para envelhecer
Porém ele chegou sem que eu pudesse perceber
O fio da vida está correndo mais rápido
Meus pais já se foram e não consigo me lembrar quando
Não posso mais pensar em nada, pois já será passado em alguns segundos
O tempo não me avisa mais o que está fazendo
As horas me foram roubadas quando tentei planejar o que fazer
Posso não estar mais aqui quando você terminar de ler isso...

A Tentação















Oh alma que me devoras, implora e choras
A punir esta carne que rasga-me por dentro
A pele pálida a desejar e em arrepios aflora
O que seria de mim sem tanto arrependimento
No Éden fui falho, carrego um fardo, uma maldição
Um estilhaço ou um traço de minha essência  que me destrói
Minha mente grita e implora pela insana tentação
A redenção não parece ser tão facil quando o mundo espera sua queda
Terrível diabo que sussurra aos ouvidos palavras de abominação
Oh maldito homem que tropeça teu pé em pedra
"Mais uma vez e nunca mais cairei neste erro"
Doloroso é suportar ver o teu criador a te observar
Perdido és o que cai nos mesmo desejos
Anseia pelos perigos de uma morte rápida e prazerosa
Pedir perdão não se torna fácil, melhor se enforcar
Essas mãos sujas me constrangem, arranca-me fora
Os pecados que um dia foram pagos sangram novamente
Uma alma que pede socorro, uma casa que perece
Um ser que apenas mente, a consciencia apenas sente
 O peso dos teus atos são pesados numa balança
Filho de perdição será até que teus erros sejam esquecidos com arrependimento
Oh alma que me devoras,
Pedindo para sair desse corpo que só faz desejar
Oh carne que me implora por mais desse cálice negro
Oh divino que choras por uma alma que se enforca em um templo vazio