sábado, 28 de junho de 2014

O Destino cruel de Jhon Arryn

O que nada vejo e sinto,
não pode ser explicado
Sinto-me no escuro, sozinho...
Sinto uma dor terrível em meus olhos
Tateio o chão úmido
Só há pedras ao meu redor
Porque não consigo ver nada?
Porque não consigo me lembrar?
Tento me levantar, mas estou fraco
Onde estou?
Tomo forças para me levantar
Me apoio em uma parede próximo a mim
Porque estou sozinho?
Estou trancado? Abandonado?
Caminho acompanhando a parede
A porta está trancada e não há chaves
Estou em um calabouço...
Tento abrir meus olhos,
Mas a dor de tentar abri-los é insuportável, gemidos...
O que há comigo? Não consigo ver nada!
Coloco minhas mãos sobre os olhos
Sinto algo escorrendo sobre minha face
Que dor!
Isso não pode ser possível
As lembranças retornam a tona
Fui condenado a um destino monstruoso...
Me lembro porque não posso ver...
Oh meu Deus!
Arrancaram meus olhos!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Minha vida... por sua morte...











Minha vida
Não valeria nada sem você
Tudo que sou dependeu de uma morte
Uma vida deixada
Abandonada
Uma alma imaculada
Pai, porque o abandonaste?
Mutilado foi por meus erros
Um beijo o entregou
A traição de um amigo
Sua carne rasgada
Pulsos perfurados por meus cravos
Sangue escorre por sua face
Desce por seu corpo que sente uma dor insuportável
Minha vida não seria nada sem isso
Na gólgota ele se entregou
Minha vida... por sua morte...
A dor de uma tortura que não cessa
Agonia...
Teu espírito não está mais la
Está consumado...
Minha alma foi liberta
Mas sua vida não foi poupada
Minha vida... por sua morte
Obrigado... sinto muito
pela dor que te causei...